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		<title>iCEIS Talk-Futuro da Indústria da Saúde Brasileira: entre produtos manufaturados e produtos digitais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dudaitajahy]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2026 18:42:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aulas/Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O iCEIS Talk promoveu o debate “Futuro da Indústria da Saúde Brasileira: entre produtos manufaturados e produtos digitais”, que reuniu especialistas para discutir os caminhos da inovação, da tecnologia e do desenvolvimento produtivo na área da saúde no Brasil. O encontro contou com a participação de Anderson Gomes (CGEE), Carlos Gadelha (Fiocruz), Silvio Meira (Porto  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O iCEIS Talk promoveu o debate “Futuro da Indústria da Saúde Brasileira: entre produtos manufaturados e produtos digitais”, que reuniu especialistas para discutir os caminhos da inovação, da tecnologia e do desenvolvimento produtivo na área da saúde no Brasil.  O encontro contou com a participação de Anderson Gomes (CGEE), Carlos Gadelha (Fiocruz), Silvio Meira (Porto Digital) e Alexandre Rands (Datamétrica), trazendo diferentes perspectivas sobre os desafios e oportunidades que envolvem a integração entre indústria, ciência, tecnologia e soluções digitais no setor da saúde.  A moderação foi realizada por Amanda Xavier (UFPE/iCEIS), com organização de Mônica Felts (iCEIS/CNPq) e Fernando Sales (Porto Digital/iCEIS).</p>
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		<title>Economia de Bem-Estar e Soberania: desafios estruturantes</title>
		<link>https://redeceis.com.br/economia-de-bem-estar-e-soberania-desafios-estruturantes-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[dudaitajahy]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Seminários/Congressos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seminário promovido pelo Projeto Brasil do Jornal GGN, em parceria com o Grupo de Pesquisa “Desenvolvimento Sustentável, CT&amp;I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde” (GPCEIS) da Fiocruz, e com o apoio da Emgea - Empresa Gestora de Ativos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Seminário promovido pelo Projeto Brasil do Jornal GGN, em parceria com o Grupo de Pesquisa “Desenvolvimento Sustentável, CT&#038;I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde” (GPCEIS) da Fiocruz, e com o apoio da Emgea &#8211; Empresa Gestora de Ativos</p>
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		<title>O encontro entre Economia e Saúde Pública &#124; Entrevista com Carlos Gadelha &#124; 28 jan 2026</title>
		<link>https://redeceis.com.br/o-encontro-entre-economia-e-saude-publica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[dudaitajahy]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 14:51:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aulas/Palestras]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O post <a href="https://redeceis.com.br/o-encontro-entre-economia-e-saude-publica/">O encontro entre Economia e Saúde Pública | Entrevista com Carlos Gadelha | 28 jan 2026</a> apareceu primeiro em <a href="https://redeceis.com.br">Rede CEIS</a>.</p>
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		<title>O encontro entre Economia e Saúde Pública &#124; Entrevista com Carlos Gadelha</title>
		<link>https://redeceis.com.br/o-encontro-entre-economia-e-saude-publica-entrevista-com-carlos-gadelha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gadelha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[CEIS]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>
		<category><![CDATA[SUS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>https://www.youtube.com/watch?v=keP1o1abtIE   A economia deve servir aos números ou às pessoas? Nesta entrevista exclusiva para a Gazetinha da Guanabara, conversamos com Carlos Gadelha sobre como o SUS e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) podem ser o verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro. Carlos Gadelha, economista da saúde e pesquisador da Fiocruz, explica que, longe de  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="video-shortcode"><iframe title="O encontro entre Economia e Saúde Pública | Entrevista com Carlos Gadelha | 28 jan 2026" width="1440" height="810" src="https://www.youtube.com/embed/keP1o1abtIE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>A economia deve servir aos números ou às pessoas? Nesta entrevista exclusiva para a Gazetinha da Guanabara, conversamos com Carlos Gadelha sobre como o SUS e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) podem ser o verdadeiro motor do desenvolvimento brasileiro.</p>
<p>Carlos Gadelha, economista da saúde e pesquisador da Fiocruz, explica que, longe de ser apenas um serviço, a saúde é um complexo industrial que responde por quase 10% do PIB brasileiro. Entenda como o Brasil pode converter necessidades sociais em inovação tecnológica e autonomia produtiva.</p>
<p>LEIA A MATÉRIA COMPLETA: Edição nº4 do Jornal Caneta Crítica: https://gazetinhadaguanabara.com.br/c&#8230;</p>
<p>A entrevista é conduzida por André Aranha, fundador da Gazetinha da Guanabara e doutorando em Economia pela UFRJ.</p>
<p>A Gazetinha da Guanabara é um escritório de comunicação em economia, com foco em traduzir temas complexos para o cotidiano.</p>
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		<title>Pra que(m) serve ser economista? &#124; Entrevista com Carlos Gadelha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gadelha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[CEIS]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O post <a href="https://redeceis.com.br/pra-quem-serve-ser-economista-entrevista-com-carlos-gadelha/">Pra que(m) serve ser economista? | Entrevista com Carlos Gadelha</a> apareceu primeiro em <a href="https://redeceis.com.br">Rede CEIS</a>.</p>
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		<title>Análise: o peso da qualidade e da ousadia na avaliação da ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gadelha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação de pesquisa científica]]></category>
		<category><![CDATA[ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento à pesquisa em saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A avaliação da pesquisa científica é fundamental para a governança da ciência moderna. Ela garante qualidade, relevância e integridade, define prioridades e influencia pesquisadores, instituições e agências de fomento. Esse processo complexo envolve duas dimensões: a avaliação antes dos projetos, com incertezas e riscos, e a avaliação com resultados concretos da produção científica consolidada. A  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A avaliação da pesquisa científica é fundamental para a governança da ciência moderna. Ela garante qualidade, relevância e integridade, define prioridades e influencia pesquisadores, instituições e agências de fomento.</p>
<p>Esse processo complexo envolve duas dimensões: a avaliação antes dos projetos, com incertezas e riscos, e a avaliação com resultados concretos da produção científica consolidada. A tensão entre a promessa e o resultado define o sistema atual de avaliação da ciência.</p>
<p>Mais que um instrumento técnico, é um processo político e cultural que reflete a visão da sociedade sobre “boa ciência”.</p>
<p>A avaliação de propostas de financiamento busca identificar ideias com maior potencial de gerar conhecimento novo e relevante a partir de recursos limitados.</p>
<p>No contexto de agências públicas, isso envolve analisar a originalidade, mérito, viabilidade e inovação de uma proposta, geralmente por meio de revisão por pares.</p>
<p>Os critérios incluem clareza dos objetivos, adequação metodológica, qualificação da equipe, infraestrutura e coerência orçamentária.</p>
<p><strong>Geopolítica global e soberania</strong></p>
<p>O desafio principal é considerar o risco científico, ou seja, a incerteza em torno de resultados inovadores. O medo de falhar pode inibir a ousadia necessária para a ciência.</p>
<p>De outro lado, há uma relação intensa entre a ciência e o contexto social em que o conhecimento está inserido, uma vez que no presente fica clara a força do conhecimento para as trajetórias de desenvolvimento econômico e para as grandes questões sociais como a desigualdade, exclusão, a questão ambiental e fatores relacionados à geopolítica global e à soberania.</p>
<p>Neste âmbito, além da avaliação do mérito intrínseco dos projetos e das equipes de pesquisa se soma a incontornável necessidade de uma avaliação, também nos dois horizontes temporais (o antes e o depois), da relevância frente aos legítimos objetivos da política pública definida pela sociedade em ambientes democráticos.</p>
<p>Neste caso, se torna também legítima a participação no processo de avaliação dos segmentos sociais beneficiados ou afetados pelas decisões sobre os projetos aprovados.</p>
<p>O contexto de aplicação – mesmo considerando os conhecimentos básicos e de longo prazo – emerge como um fator importante para a alocação de recursos públicos, sendo o mérito e o potencial científico para fazer frente aos problemas de pesquisa uma condição de elegibilidade e a relevância uma condição essencial de hierarquização das prioridades.</p>
<p data-fontsize="52" data-lineheight="62.4px"><strong>Pesquisa de fronteira e descobertas transformadoras</strong></p>
<p>O risco científico é inerente à pesquisa de fronteira. Projetos ambiciosos, que buscam romper paradigmas ou explorar caminhos desconhecidos, têm maior probabilidade de falha, mas também o potencial para descobertas transformadoras.</p>
<p>Na prática, isso se reflete em iniciativas como os programas <a href="https://commonfund-nih-gov.translate.goog/highrisk?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc">High-Risk, High-Reward dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA</a>, que financiam ideias ousadas mesmo sem garantias de resultado.</p>
<p>Na Europa, o <a href="https://erc.europa.eu/homepage">European Research Council (ERC)</a> dedica verbas específicas a projetos visionários, como os que investigaram ondas gravitacionais – pesquisa que levou décadas e culminou no <a href="https://www-nobelprize-org.translate.goog/prizes/physics/2017/summary/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc">Nobel de Física de 2017</a>.</p>
<p>O <a href="https://www.ukri.org/">UK Research and Innovation</a> fomenta rotas específicas para ideias “especulativas, de alto risco e potencial alto retorno” (<a href="https://www.ukri.org/news/new-horizon-europe-project-to-address-heatwaves-and-air-pollution/">New Horizons</a>).</p>
<p>No Brasil, onde o sistema de fomento tende a priorizar cronogramas seguros e resultados previsíveis, há esforços recentes para mudar essa cultura.</p>
<p>O <a href="https://serrapilheira.org/">Instituto Serrapilheira</a>, por exemplo, lançou edital específico para ciência de alto risco, aceitando propostas sem a necessidade de comprovação exaustiva de viabilidade.</p>
<p>Um sistema de avaliação excessivamente avesso ao risco tende a favorecer investigações incrementais, seguras e previsíveis, em detrimento da ciência disruptiva.</p>
<p>Por tudo isso, cresce o reconhecimento de que avaliar o risco não deve significar penalizá-lo, mas entendê-lo contextualmente.</p>
<p>Há tentativas de estimular os projetos avançados com programas específicos para pesquisas de alto-risco e alta-recompensa.</p>
<p>É necessário alcançar um equilíbrio na carteira de investimentos: uma base de projetos sólidos e de risco moderado que assegure um retorno constante de conhecimento, e uma margem para apostas visionárias que podem alterar todo o campo.</p>
<p data-fontsize="52" data-lineheight="62.4px"><strong>Ciência incremental e ciência disruptiva</strong></p>
<p>O Brasil necessita aprimorar os mecanismos de avaliação para equilibrar inovação e segurança, introduzindo dimensões como potencial de impacto, originalidade e tolerância à incerteza.</p>
<p>Devemos considerar, ainda, que a avaliação de projetos é suscetível a vieses. A revisão por pares tende a um conservadorismo intelectual e não é imune a conflitos de interesse velados.</p>
<p>Além disso, a pressão por descrever impactos tangíveis e imediatos pode comprometer o avanço da ciência básica, cujos benefícios são de longo prazo e imprevisíveis.</p>
<p>A tensão entre financiar a ciência incremental e a ciência disruptiva é uma das dinâmicas centrais na política de ciência e tecnologia.</p>
<p>Projetos inicialmente vistos como arriscados podem redefinir campos inteiros. A patologia celular, proposta por <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Virchow">Rudolf Virchow</a> em 1855, substituiu a teoria dos humores e fundamentou a medicina moderna.</p>
<p>O <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Genoma_Humano">Projeto Genoma Humano</a> revolucionou a biotecnologia e a genética, apesar das críticas ao custo e complexidade.</p>
<p>Projetos de modelagem climática e energia limpa, embora representem riscos de escala gigantesca, são essenciais para o futuro do planeta.</p>
<p>Esses projetos exigem visão de longo prazo e decisões que vão além da revisão por pares. Risco, mérito e impacto</p>
<p>A avaliação de projetos de pesquisa não é neutra nem meramente administrativa. Ela orienta trajetórias científicas e define o horizonte de possibilidades do conhecimento.</p>
<p>A busca pelo equilíbrio entre risco, mérito e impacto exige sistemas sensíveis à incerteza e tolerantes ao erro.</p>
<p>Trabalhar com mecanismos mais inclusivos, transparentes e tolerantes ao erro é condição necessária para que a ciência avance sobre fronteiras ainda inexploradas.</p>
<p>Avaliar o risco científico exige examinar a coerência entre hipóteses, objetivos e métodos, além da capacidade da equipe para enfrentar obstáculos.</p>
<p>Um bom processo distingue projetos arriscados, mas bem fundamentados, daqueles com incerteza decorrente de fragilidades conceituais ou metodológicas.</p>
<p>Se tivéssemos segurança absoluta do resultado, não haveria incerteza a investigar, e o projeto perderia seu propósito científico.</p>
<p>Do ponto de vista das políticas científicas, o que se demanda do Estado é que mitigue os riscos e crie um ambiente de estabilidade e confiança para que a ousadia possa ser efetivada.</p>
<p>O papel central do Estado é assumir riscos que jamais seriam enfrentados naturalmente pelo mercado e pelos indivíduos isolados.</p>
<p>Foi com esse papel inovador que as agências públicas permitiram o nascimento de novos campos científicos.</p>
<p>Sem essas apostas, não teríamos conseguido enfrentar a Covid-19, a Aids, muitos tipos de câncer e salvar milhões de vidas.</p>
<p>Avaliar o risco não deve significar penalizá-lo, mas entendê-lo. É possível ter uma carteira diversificada, com continuidade e ousadia.</p>
<p>No contexto atual do Brasil, torna-se imperativo aprofundar a construção de um Estado inovador e democrático, ancorado em uma ciência ousada e transformadora.</p>
<p>O post <a href="https://redeceis.com.br/analise-o-peso-da-qualidade-e-da-ousadia-na-avaliacao-da-ciencia/">Análise: o peso da qualidade e da ousadia na avaliação da ciência</a> apareceu primeiro em <a href="https://redeceis.com.br">Rede CEIS</a>.</p>
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		<title>O Complexo Econômico-Industrial da Saúde como caminho para o desenvolvimento</title>
		<link>https://redeceis.com.br/o-complexo-economico-industrial-da-saude-como-caminho-para-o-desenvolvimento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carlos Gadelha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[complexo econômico-industrial da saúde (CEIS)]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saúde ocupa uma posição central na economia brasileira. O Complexo da Saúde responde por cerca de 10% do PIB e emprega 10,7 milhões de pessoas, o que revela não apenas seu peso econômico direto, mas também sua capacidade de gerar trabalho qualificado. A saúde articula produção, inovação, ciência, tecnologia e cuidado, um sistema que,  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="p1">A saúde ocupa uma posição central na economia brasileira. O Complexo da Saúde responde por cerca de 10% do PIB e emprega 10,7 milhões de pessoas, o que revela não apenas seu peso econômico direto, mas também sua capacidade de gerar trabalho qualificado. A saúde articula produção, inovação, ciência, tecnologia e cuidado, um sistema que, quando integrado, impulsiona desenvolvimento orientado por uma das principais demandas da sociedade: o acesso à saúde. É exatamente essa a perspectiva do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis): reconhecer que a universalização do direito à saúde depende de uma base produtiva e tecnológica sólida, capaz de sustentar o Sistema Único de Saúde – SUS, reduzir vulnerabilidades externas e transformar necessidades sociais em motor de crescimento.</p>
<p class="p1">Essa visão posiciona a saúde no centro da estratégia para um novo padrão de desenvolvimento. O desafio não é apenas fornecer serviços assistenciais, mas assegurar a soberania produtiva e tecnológica necessária para sustentar um sistema universal em meio aos principais desafios da contemporaneidade, como as assimetrias globais, mudanças climáticas e desigualdades persistentes.</p>
<p class="p1">Desde a criação do SUS, com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Brasil avançou de forma significativa na ampliação do acesso à atenção básica e de emergência. Um exemplo é a cobertura universal do Programa Nacional de Imunizações (PNI), historicamente acima de 95% para a maioria das vacinas do calendário básico, sendo reconhecida internacionalmente. Contudo, esse avanço ocorreu sem que a estrutura produtiva e tecnológica do país evoluísse no mesmo ritmo, resultando em um descompasso diante do crescimento da demanda nacional por serviços e bens de saúde.</p>
<p>Os dados da balança comercial do Ceis evidenciam essa fragilidade. Entre 1997 e 2024, o déficit saltou de US$ 5,7 bilhões para quase US$ 22 bilhões, impulsionado especialmente por produtos de média-alta e alta tecnologia. Trata-se de um déficit estrutural, não conjuntural, que sintetiza nossa dependência externa e a baixa capacidade de acessar e internalizar tecnologias em condições soberanas, uma condição que expõe os frágeis alicerces sobre os quais se apoia o SUS.</p>
<p>O núcleo dessa dependência está concentrado justamente nos segmentos mais estratégicos. Em 2023, as indústrias de base química e biotecnológica responderam por 84% do déficit do complexo, com destaque para Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) — que constituem o princípio ativo dos medicamentos —, medicamentos e biotecnológicos avançados. Em áreas críticas, como os IFAs, a participação da produção local na demanda nacional permanece em torno de 13%, e produtos de alta tecnologia representaram 57% das importações do Ceis, concentrados em poucos produtores globais. Em outras palavras, o país depende do exterior no suprimento de itens que são simultaneamente mais caros, mais sensíveis à geopolítica e essenciais ao funcionamento do sistema de saúde.</p>
<p>A pandemia de Covid-19 explicitou esse quadro. A disputa global por vacinas, ventiladores, testes e IFAs demonstrou que o acesso universal não é apenas um desafio financeiro, mas também produtivo, tecnológico e geopolítico. Em cadeias altamente concentradas, a competição reforça hierarquias internacionais e limita a capacidade de resposta dos países dependentes. A lição é clara: não há universalização sustentável sem autonomia produtiva e tecnológica.</p>
<p>A robustez do Ceis se reafirma justamente porque ele incorpora as grandes transformações tecnológicas deste século. A dimensão da informação, conectividade e inteligência artificial vem redefinindo a produção, modelos de cuidado e gestão em saúde. A convergência entre biotecnologia, inteligência artificial, big data, novos materiais e IoT consolida a saúde como um sistema industrial em rápida evolução. Esse movimento amplia as possibilidades de inovação, altera o perfil das ocupações e aprofunda disputas tecnológicas globais, reforçando a necessidade de coordenação produtiva e tecnológica nacional.</p>
<p>A centralidade do Estado emerge, portanto, não como apelo normativo, mas como condição concreta de viabilidade. Os sistemas de saúde apresentam uma característica fundamental: suas dinâmicas de inovação dependem de decisões políticas, capacidades institucionais, articulação interministerial e gestão de conflitos distributivos. No Ceis, isso se traduz na necessidade de coordenação entre pesquisa pública, regulação, compras governamentais, política industrial e planejamento tecnológico. São essas funções, que vão além de incentivos isolados, que definem direção, velocidade e coerência das transformações.</p>
<p>A agenda do Ceis só se materializa plenamente quando o Estado atua como organizador das condições técnicas e políticas da inovação, articulando atores, agências regulatórias, investimentos estratégicos e sistemas de produção. Essa coordenação é decisiva para transformar oportunidades tecnológicas em capacidade produtiva real, evitar a incorporação passiva de tecnologias e reduzir os riscos de aprofundamento das assimetrias globais.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1674" src="https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia.webp" alt="" width="1623" height="976" srcset="https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-200x120.webp 200w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-300x180.webp 300w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-400x241.webp 400w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-600x361.webp 600w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-768x462.webp 768w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-800x481.webp 800w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-1024x616.webp 1024w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-1200x722.webp 1200w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia-1536x924.webp 1536w, https://redeceis.com.br/wp-content/uploads/2026/02/grafico-materia.webp 1623w" sizes="(max-width: 1623px) 100vw, 1623px" /></p>
<p>Nesse cenário, fortalecer o Ceis se torna condição estratégica para garantir direitos sociais, reduzir vulnerabilidades de suprimento externo e orientar o desenvolvimento nacional para maior soberania tecnológica.</p>
<p>Mais do que um conceito, o Ceis é uma agenda integradora, com potencial de ser generalizada para um projeto nacional de desenvolvimento. Propõe um padrão de política pública que articula ciência, tecnologia, produção e cuidado, convertendo conhecimento em bem-estar e reposicionando o país na economia global.</p>
<p>Para o estado do Rio de Janeiro, o Ceis se configura como um vetor central na reindustrialização, promovendo a geração de empregos dignos e de qualidade, renda e inovação.</p>
<p>A região apresenta potencialidades para alavancar esta agenda. Destaca-se o forte potencial científico com grande concentração de ICTs e a existência de Institutos Nacionais de saúde, de produtores públicos e uma rede qualificada de serviços básicos em Saúde, representando um forte potencial de articulação com o setor produtivo para geração de emprego, renda e inovação. Em relação à produção e inovação, trata-se de um território privilegiado para articulações público-privadas, com a forte presença de empresas de bens e serviços com base tecnológica relevante (biotecnologia, farmoquímica, pesquisa e engenharia biomédica, pesquisa clínica etc.) e de instituições públicas de produção industrial e tecnológica. Dessa forma, o estado do Rio de Janeiro constitui um espaço de inteligência e conhecimento para articular redes nacionais de desenvolvimento com adensamento tecnológico e produtivo vinculado aos desafios da sociedade e do estado.</p>
<p>Para o contínuo desenvolvimento do Ceis, orientado às demandas do SUS e da população, é necessário construir efetiva cooperação na inovação, na transferência e no desenvolvimento de tecnologias em âmbito regional e nacional. A ação integrada e sistêmica de Estado é central, através da articulação do poder de compra, financiamento, base de CT&amp;I e política de pesquisa, orientando o desenvolvimento produtivo e tecnológico para a soberania do Ceis brasileiro e a garantia do bem-estar da população.</p>
<p>Dessa forma, a potencialidade do Ceis para o Rio de Janeiro e para o Brasil está na reconciliação de um modelo de desenvolvimento com os direitos humanos e a vida. A saúde pode ser um dos complexos econômicos críticos para viabilizar um novo padrão nacional de desenvolvimento, sustentado na redução de desigualdades, geração de emprego, renda, inovação, garantia do acesso à saúde, que promova a proteção do planeta e o bem-estar da população.</p>
<p><em>* Carlos Gadelha é economista e coordenador da rede e do grupo de pesquisa Desenvolvimento Sustentável, Ciência, Tecnologia e Inovação e Complexo Econômico- Industrial da Saúde (GPCEIS) da Fundação Oswaldo Cruz. Bernardo Bahia, Camila Rizzini, Clarice Araujo, Igor Kippe, Juliana Moreira, Leila Spelta, Nathalia Haynes e Thalita Borges contribuíram para o artigo.</em></p>
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		<title>Desafios da Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aulas/Palestras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O livro “Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação e os Desafios de Conexão com o SUS”, publicado em julho de 2025 pela Cebes Editora, promoveu dois eventos. O primeiro foi o webinário “Desafios da Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS” e o segundo o lançamento da publicação, de autoria da pesquisadora Patrícia Seixas da  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O livro “Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação e os Desafios de Conexão com o SUS”, publicado em julho de 2025 pela Cebes Editora, promoveu dois eventos. O primeiro foi o webinário “Desafios da Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS” e o segundo o lançamento da publicação, de autoria da pesquisadora Patrícia Seixas da Costa, integrante do grupo de pesquisa “Desenvolvimento Sustentável, CT&#038;I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde” (GPCEIS/CEE-Fiocruz). No dia 16/12/2025, o GPCEIS/CEE-Fiocruz realizou o webinário “Desafios da Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS”, que discutiu a aproximação entre a produção científica nacional e as necessidades de saúde da população.   O debate contou com a presença da presidente da CAPES, Denise Pires de Carvalho, e do presidente do CNPq, Olival Freire, além da pesquisadora Lígia Bahia (UFRJ) e de pesquisadores da Fiocruz. A apresentação central foi feita pela autora do livro, Patrícia Seixas da Costa. A mediação realizada pelo Carlos Gadelha, coordenador do GPCEIS.</p>
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		<title>Ciência para o Desenvolvimento e a Reindustrialização Sustentável: qual é a agenda de C&#038;T para o Brasil?</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Seminários/Congressos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com mediação da secretária regional da SBPC em São Paulo – Subárea I (SBPC-SP), Mariana Moura, o debate contou com a participação de Carlos Gadelha, coordenador da Rede e Grupo de Pesquisa “Desenvolvimento Sustentável, CT&amp;I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde” (GPCEIS/CEE-ENSP/Fiocruz); Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de  [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com mediação da secretária regional da SBPC em São Paulo – Subárea I (SBPC-SP), Mariana Moura, o debate contou com a participação de Carlos Gadelha, coordenador da Rede e Grupo de Pesquisa “Desenvolvimento Sustentável, CT&#038;I e Complexo Econômico-Industrial da Saúde” (GPCEIS/CEE-ENSP/Fiocruz); Glaucius Oliva, professor titular do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP); João Baptista Calixto, do Centro de Inovação e Ensaios Pré-Clínicos (CIEnP); Mariano Francisco Laplane, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Igor Ferreira Bueno, diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (DECIS).</p>
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		<title>Acelerando a Produção Nacional de Medicamentos de Alto Custo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[dudaitajahy]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2025 00:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Seminários/Congressos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Palestra realizada na FSWK2025 - Future of Health Week, evento de criação, criatividade e tendências na saúde</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Palestra realizada na FSWK2025 &#8211; Future of Health Week, evento de criação, criatividade e tendências na saúde</p>
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