O Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS)

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Mauris cursus ullamcorper velit et consequat. Vivamus egestas bibendum massa, vehicula efficitur nisi facilisis non. Duis risus dui, efficitur ut diam sed, congue eleifend libero. Integer sit amet arcu orci. Nulla non finibus purus.

1. Saúde é desenvolvimento

Quando pensamos em saúde, normalmente pensamos em postos de saúde, hospitais, profissionais, vacinas ou medicamentos. Mas, para que o cuidado chegue às pessoas, é preciso muito mais.

É necessário desenvolver conhecimento, produzir insumos, equipamentos e outras tecnologias, criar soluções digitais, financiar investimentos e articular pesquisa, produção e inovação.

Esse amplo conjunto de atividades forma o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS).

O CEIS nasce da aproximação de duas importantes tradições brasileiras: a economia política do desenvolvimento e a saúde coletiva. Em outras palavras, conecta duas questões que muitas vezes são tratadas separadamente: o direito à saúde e o desenvolvimento econômico, produtivo, científico e tecnológico do país.

As necessidades de saúde da população podem ajudar a orientar a produção, a inovação, os investimentos e o desenvolvimento tecnológico nacional.

Garantir o direito à saúde depende de muito mais do que oferecer serviços de atendimento à população. Depende também de uma base econômica, produtiva, científica e tecnológica capaz de produzir medicamentos, vacinas, diagnósticos, equipamentos, dispositivos médicos, informações e tecnologias digitais.

Por isso, o CEIS mostra que saúde e desenvolvimento fazem parte de uma mesma estratégia. A saúde é, ao mesmo tempo, um direito social e uma área capaz de mobilizar produção, ciência, tecnologia, inovação, empregos e investimentos.

2. CEIS: base econômica, produtiva e tecnológica do SUS

O Brasil possui um dos maiores sistemas universais de saúde do mundo. Para funcionar, o SUS depende de uma base econômica, produtiva, científica e tecnológica.

O CEIS reúne essa base para integrar o sistema de saúde como um todo: desde a pesquisa e a produção de uma vacina ou de um equipamento até o atendimento realizado em uma unidade de saúde.

A ideia central é simples: as necessidades de saúde da população também devem orientar a produção, a inovação e os investimentos do país.

Ao mesmo tempo, fortalecer a capacidade brasileira de produzir e inovar amplia as condições para garantir o acesso universal à saúde.

CEIS em dados

  • R$ 1,06 trilhão

    em 2023

    Gasto corrente em saúde

    Gasto em Saúde

  • 9,73%

    em 2023

    Gasto em saúde como proporção do PIB

    Gasto em Saúde

  • 10,18%

    em 2023

    Participação do CEIS no emprego total

    Geração de Empregos

  • 10,25 milhões

    em 2023

    Número de empregos no CEIS

    Geração de Empregos

3. Quatro grandes áreas formam o CEIS

O CEIS pode ser compreendido a partir de quatro subsistemas, fortemente ligados entre si para responder às necessidades de saúde:

  • Serviços de saúde: atenção primária, hospitais, ambulatórios, serviços de diagnóstico, laboratórios, distribuição e outras atividades diretamente relacionadas ao cuidado.
  • Base química e biotecnológica: medicamentos, vacinas, fármacos, produtos biológicos, soros, hemoderivados e insumos para diagnóstico.
  • Base mecânica, eletrônica e de materiais: equipamentos médicos e hospitalares, próteses, órteses, dispositivos médicos, materiais e tecnologias para diagnóstico e tratamento.
  • Informação e conectividade: prontuários eletrônicos, telessaúde, plataformas digitais, bases de dados e inteligência artificial aplicada à saúde.

Essas áreas dependem umas das outras. Um hospital, por exemplo, precisa de profissionais, medicamentos, equipamentos, diagnósticos, informação e tecnologia para prestar o cuidado à população.

4. Por que é preciso fortalecer o CEIS?

A pandemia de Covid-19 mostrou de forma muito clara o risco de um país depender excessivamente do exterior para obter vacinas, medicamentos, equipamentos e outras tecnologias essenciais.

Fortalecer o CEIS significa ampliar a capacidade brasileira de pesquisar, desenvolver, produzir e oferecer tecnologias estratégicas para o SUS.

Isso contribui para ampliar e tornar mais sustentável o acesso à saúde, reduzir a dependência externa, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação, aumentar a capacidade produtiva do país, gerar empregos qualificados e renda, preparar o Brasil para emergências sanitárias, impulsionar as transformações digital e ecológica e fortalecer a soberania sanitária.

Investir em saúde também significa investir no desenvolvimento do Brasil.

[BOX 3 — O DESAFIO DA DEPENDÊNCIA EXTERNA]

A dependência brasileira de importações do CEIS se aproxima de:

US$ 30 bilhões

Esse valor demonstra a vulnerabilidade do país em medicamentos, vacinas, equipamentos, insumos e tecnologias estratégicas para a saúde.

[Inserir aqui gráfico da evolução do déficit da balança comercial do CEIS.]

5. Superar a separação entre economia e bem-estar

A proposta do CEIS parte de uma mudança importante de perspectiva.

Ainda é muito presente a visão que separa as políticas econômicas das políticas sociais e ambientais, como se fossem campos independentes.

Nessa visão, a política econômica estaria voltada para crescimento, produtividade e geração de riqueza, enquanto as políticas sociais atuariam distribuindo recursos disponíveis ou compensando desigualdades.

O CEIS propõe superar essa visão.

As necessidades sociais podem orientar a transformação da economia. Na saúde, isso significa utilizar as demandas da população e do SUS para estimular investimento, produção, inovação, conhecimento e novas capacidades tecnológicas.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento econômico e produtivo deve estar comprometido com a ampliação do acesso, a redução das desigualdades, a sustentabilidade e a melhoria das condições de vida.

Economia e bem-estar deixam de aparecer como objetivos opostos e passam a fazer parte de uma mesma estratégia de desenvolvimento. Essa é uma das ideias centrais do CEIS.

No caso da saúde, o tamanho e a universalidade do SUS criam condições para mobilizar empresas, instituições públicas, universidades, centros de pesquisa, trabalhadores e investimentos em torno das necessidades da população.

Podemos resumir assim:

necessidades de saúde → produção e inovação → ampliação do acesso → geração de conhecimento, emprego e renda → desenvolvimento

O ponto de partida e o ponto de chegada são as pessoas.

Saúde é desenvolvimento. Uma economia a serviço da vida.

6. Por que o CEIS é estratégico para o desenvolvimento do Brasil?

Hoje, tecnologias, conhecimentos e capacidades produtivas estratégicas estão concentrados em poucos países e empresas. Isso torna a capacidade de produzir e inovar em saúde uma questão também de autonomia, soberania e segurança.

O Brasil reúne um sistema universal de dimensão continental, grande demanda pública, instituições científicas e tecnológicas, universidades, produtores públicos, empresas, trabalhadores qualificados e uma ampla base de conhecimento.

O CEIS permite articular essas capacidades em torno das necessidades da sociedade.

Fortalecê-lo significa transformar progressivamente o SUS de um sistema fortemente dependente da compra e da incorporação de tecnologias produzidas no exterior em um vetor de produção, inovação, investimento, empregos qualificados, transformação digital e ecológica e soberania sanitária.

Por isso, o CEIS representa uma opção estratégica para o desenvolvimento nacional: uma estratégia em que as transformações econômicas, produtivas e tecnológicas são orientadas pelo bem-estar, pela equidade e pelo direito universal à saúde.

Pensar o CEIS é reconhecer a saúde como centro de um projeto de desenvolvimento comprometido com a vida. É fazer das necessidades de saúde um ponto de partida para gerar conhecimento, inovação, produção, trabalho e novas capacidades para o País. É fortalecer o SUS e ampliar a capacidade do Brasil de enfrentar os desafios presentes e futuros.

Garantir o direito à saúde também é construir as capacidades necessárias para cuidar, produzir e inovar. É fazer da saúde uma força para o desenvolvimento nacional.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento econômico e produtivo deve estar comprometido com a ampliação do acesso, a redução das desigualdades, a sustentabilidade e a melhoria das condições de vida.

Economia e bem-estar deixam de aparecer como objetivos opostos e passam a fazer parte de uma mesma estratégia de desenvolvimento. Essa é uma das ideias centrais do CEIS.

No caso da saúde, o tamanho e a universalidade do SUS criam condições para mobilizar empresas, instituições públicas, universidades, centros de pesquisa, trabalhadores e investimentos em torno das necessidades da população.

Podemos resumir assim:

necessidades de saúde → produção e inovação → ampliação do acesso → geração de conhecimento, emprego e renda → desenvolvimento

O ponto de partida e o ponto de chegada são as pessoas.

Saúde é desenvolvimento. Uma economia a serviço da vida.

6. Por que o CEIS é estratégico para o desenvolvimento do Brasil?

Hoje, tecnologias, conhecimentos e capacidades produtivas estratégicas estão concentrados em poucos países e empresas. Isso torna a capacidade de produzir e inovar em saúde uma questão também de autonomia, soberania e segurança.

O Brasil reúne um sistema universal de dimensão continental, grande demanda pública, instituições científicas e tecnológicas, universidades, produtores públicos, empresas, trabalhadores qualificados e uma ampla base de conhecimento.

O CEIS permite articular essas capacidades em torno das necessidades da sociedade.

Fortalecê-lo significa transformar progressivamente o SUS de um sistema fortemente dependente da compra e da incorporação de tecnologias produzidas no exterior em um vetor de produção, inovação, investimento, empregos qualificados, transformação digital e ecológica e soberania sanitária.

Por isso, o CEIS representa uma opção estratégica para o desenvolvimento nacional: uma estratégia em que as transformações econômicas, produtivas e tecnológicas são orientadas pelo bem-estar, pela equidade e pelo direito universal à saúde.

Pensar o CEIS é reconhecer a saúde como centro de um projeto de desenvolvimento comprometido com a vida. É fazer das necessidades de saúde um ponto de partida para gerar conhecimento, inovação, produção, trabalho e novas capacidades para o País. É fortalecer o SUS e ampliar a capacidade do Brasil de enfrentar os desafios presentes e futuros.

Garantir o direito à saúde também é construir as capacidades necessárias para cuidar, produzir e inovar. É fazer da saúde uma força para o desenvolvimento nacional.